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quinta-feira, 20 de março de 2014

Sociedade cega


Poema de Tarso Correa


Sociedade cega


Cresceu sobre um teto de lona,
A brincar com latinhas,
Pulando canaletas de esgoto,
Que desaguam na sua vida fétida;
Sem oportunidades, sem comida, sem terra...
Assim quem não erra?
Vai para a rua cheirar acetona
Sua irmã para a zona.
Cidadão sem cheiro – inexistente,
A vagar no nada, vendedor de farinha....
Sem comida
Sem terra,
Assim quem não erra?
Segue sua vida como um filme escroto,
Se matando e matando e morrendo....
A triunfar nas nulidades da sociedade.
Sem comida,
Sem terra
Assim quem não erra?
A vida passa, a vida voa,
E o menino zumbi inexistente,
Vira gente, vira estatística,
Primeiro passo o necrotério,
Acaba tudo no cemitério.
E assim termina a festa.
Sem comida,
Sem terra
Assim, quem não erra?

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