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quinta-feira, 17 de abril de 2014

correntes de ácido

Poema de Tarso Correa


Correntes de Ácido


Nas esquinas da madrugada,
Escondidos nas sombras da sociedade,
Nas curvas da hipocrisia,
Sob a luz amarela dos pelourinhos,
Criaturas da noite metamorfoseadas,
Desnudam suas almas peladas.
São dores contidas,
Salgadas pela maresia dos falsos carinhos;
Segredos engolidos, tragados,
Lavados por lágrimas secas.
Vida amarrada, apequenada, atalhada.
Rostos pintados, cores fortes, a esconder o olhar triste,
A marcar o caminho não seguido.
A constante presença da morte.
O corpo a venda, denegrido, puído,
Perdido nas dobras do relógio.
A alma sangrando, rasgando,
Dois seres em um, perdidos a se distanciar;
Buscando a afirmação, o necrológio;
Mas, só o que lhe resta, nada mais que a solidão,
Nem sentimentos ou razão,
Só o vazio, o frio da noite,
O açoite da indiferença,
A concretude da sentença.

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