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domingo, 6 de abril de 2014

Pés tortos

Poema de Tarso Correa



Pés tortos


O menino da periferia,
Conseguiu o que queria,
Sobrevivendo aos preconceitos,
Com sua carapinha oxigenada.
Driblou a vida,
Entortou os nãos,
Usou os pés e não as mãos,
Incorporou o sonho,
Concretou o passado,
A fome, as drogas e a morte.
Abriu a porta encarou a sorte,
Deixou a página virada;
Só quer o presente,futuro e uma loura oxigenada.
Tem o verbo nulo,
O pensamento travado;
Nos pés a magia, que contagia;
O que importa são seus dribles delirantes.
Para ele, a mídia nauseante,
Cordão de ouro, carro importado, dinheiro e fama.
Quer tudo e não vê nada.
Virou um deus degenerado,
Não amado, invejado, temido, querido por um tempo limitado.
Quer tudo e não vê nada.

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