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sábado, 7 de junho de 2014

Realidade Fragmentada

Poema de Tarso Correa


Realidade Fragmentada


Tem horas que não sei se estou a sonhar ou acordado,
Em transe ou se sou uma fantasia real,
Amarrada, atada no tempo que se passa,
Nesta viagem estática a caminhar sem sair do lugar;
Tudo se mistura e consome nesta dúvida letal;
Serei uma utopia, uma criação de uma demência?
Só restam dúvidas que nem sei se realmente existem;
O que sou? Quem sou?
Eu existo ou sou um reflexo, um eco desconexo;
E, mais além, eu sou eu ou você;
Neste espelho fosco em que mergulho,
Salto no vazio, neste precipício,
Em que formas físicas se misturam e se dissolvem;
Tento me desatar, me encontrar;
Descascando, desembrulhando minha alma,
Escalando os muros deste hospício,
Rasgando a alma neste suplício,
Navegando entre o real e o figurado,
Costurando o meu eu multifacetado.

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