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quinta-feira, 19 de março de 2015

Meu mundo seu

Poema de Tarso Correa


Meu mundo seu

Sou luz condensada em matéria pálida,
Alma de criança em um corpo que envelhece,
Sou fluído, sou eterno, um hálito cálido,
Um sopro de Deus que resplandece;
Sou especial, exponencial,
Sou apenas diferente,
Eterno carente de ti,
Perdido em mim, vagando no meu transtorno mental
Sou um lapso do tempo, um ápice temporal;
Ao tocar-me, que seja com atitudes,
Não preciso dos toques físicos,
Que me maculam, agridem e machucam;
Só quero o teu amor, a tua presença e virtudes;
Caminhe comigo, aceite-me como sou,
Trancado no meu mundo a saborear o micro, pois já sou macro;
Um dia, verás que fui para ti, um sonho,
Que deixei marcas por onde andei,
Que cresci, enraizei em teu coração,
Banhei minha vida em teu calor,
Mesclei minha alma a tua,
Que nua se fecundou;
Lembrarás que permitiu fluir o amor;
Por alguém que contigo permeou as alucinações,
Em mundos assombrados e encantados;
Que caminhou comigo, e que me deste a mão,
E com carinho me acalentou.

LADAINHA DO SERTÃO

LADAINHA DO SERTÃO - poema de Tarso Correa A terra rachada, Como a sola dos meus pés, A alma magoada, amarrada, Engaiolada igual passar...