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terça-feira, 19 de abril de 2016

Lobotomia social - poema de Tarso Correa

Lobotomia Social

As minorias pelo poder do controle remoto,
Escolhem as meias verdades e mentiras,
E projetam nas telas das retinas da maioria;
São poderes escusos, interesses próprios;
E a boiada segue para o matadouro da consciência,
Neste maremoto de complacência.
E, a rotina dos caras pintadas,
Ao som das panelas,
Nos piscar das luzes,
Volta às filas nos hospitais,
Nas propinas forjadas dos editais,
Acobertados pelos capuzes da impunidade,
Na violência das vilas e suas mazelas,
Nas escolas manietadas formando analfabetos,
Frutos deste vil trajeto;
Assim, segue o mundo nesta cadência da monarquia de filhos e netos,
Projetando seus espúrios domínios do covil de concreto e poder.
Neste país de eterna franquia servil.

domingo, 10 de abril de 2016

Alma Seca - Poema de Tarso Correa

Poema de Tarso Correa




Alma Seca


Passo raso, lasso,
Sem compasso,
Na indecisão do perdão,
Na verbalização do não;
Sem o laço do abraço,
Enlaçado pela frieza do aço;
O vaguear no tormento,
Na frigidez da indiferença,
Do amor sem crença,
Do sorriso seco como lamento;
Olhos frios a pulsar mágoas como calafrios,
Na escuridão do tempo que escorre lento.

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Verdades Puídas - poema de Tarso Correa A verdade é um pouco das mentiras que nos contam! Várias incorporei por comodidade, Outras por i...